segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NOSSO VOO

Somos elos em movimento

Servos do senhor Tempo


Conectados, todavia, por inexplicável força chamada pensamento


Somos energia muito densa


Quiçá um dia rarefeita


Somos fonte de atração imensa


Em busca da forma perfeita.



Somos tantos e, no entanto, tão sós


Sabemos tão bem ser laço, como sabemos ser nó


Somos humanos de passos errantes


Insistindo dos mesmos erros de antes


Somos esperança de que sempre exista volta


E, quando não há, abrimos as portas para a revolta.



De tão sonhadores, queremos ser livres, ser pássaro


Ainda que não saibamos voar


Porém, nos sentimos incalculavelmente perdidos no espaço


Até que aprendamos a amar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

UNÍSSONO SILÊNCIO

Ilustração: Carlos Lascano



Poesia por Mariana Gallego

Cor púrpura dos lábios cerrados na quietude dessa esquina

Cenário que estagna

Olhar que vela o tempo

Uníssono silêncio

Sopro de vento faz brisa ao momento deste coração intrépido

Emersão do passado lépido

Hoje amanhecido ao relento

Cíclico compêndio

Luz penetrante nas frestas dessa alma menina

Lucidez que se aproxima

Sufoca a inação do suplício

Cala-te, vício.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

OÁSIS


Vai. Corta meu impulso

Desata meu pulso

E me deixa sair

Vem. Traz seu peito incerto

Que eu faço oásis do seu deserto

E não haverá mais razões para partir

terça-feira, 12 de abril de 2011

A DANÇA


Avança e me concede essa dança

Em giros tão fáceis de entorpecer

Em meu tropeçar, sua mão me levanta

E eu sigo seus passos pelo amanhecer