sábado, 7 de junho de 2008

Pupilas de Lua


Pupila de Lua

Magnética e só a tua

Capaz de levitar o meu ser

Luz que toca essa pele nua

E, penetrante, fere, sem querer

Essa lua que habita o céu

É a mesma que vejo em você

A energia que sugas dela...

Disparas contra mim sem perceber

Os reflexos desses olhos iluminam meus pensamentos

E quando o Sol se põe, essa luz vira o meu tormento

Como dói e arde

Culpa minha ou culpa tua

Quando finda a tarde

Além das estrelas, essa pupila e a lua

quinta-feira, 29 de maio de 2008


Contramão


Por Mariana Gallego


Canta... E me conta o que te tem por perto
Me encontra!
No sentido contrário desse deserto
Apronta! Suas malas semi-prontas e vem pra mim
Afronta... Com as palavras tontas do teu botequim


O que há de ser? O que será, então?
Nas folhas que caem, fixo o olhar
Aí entendo que vai passar
A culpa é só dessa estação

Vai, vem pela contramão
Mas não... Não cubra os rastros com perdão
Só a morte tem compaixão
Desses homens que amam

Esses homens quem são?



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